A VORTAL marcou presença em mais um e-Show, o maior evento nacional de eCommerce e digital marketing, organizado pela ACEPI, onde se destacaram os convites para participar em dois dos Fóruns, sobre os quais fazemos um pequeno resumo, abaixo.

Terça-feira, 22 setembro 2015 – Auditório A 9:30 – 11:00

Fórum da Economia Digital

Keynote:
Digital Single Market Initiative

Mario Campolargo – Diretor, NetFutures, Comissão Europeia

Painel:
Luísa Gueifão – Presidente, DNS PT
Olivier Establet – Administrador Delegado, Chronopost
Miguel Fernandes – Country Manager, Paypal
Rui Dias Ferreira – Presidente Executivo, Vortal
António Lucena de Faria – Presidente Executivo, Fábrica de Startups
Luis Flores – Chairman e CEO, Unicre

Moderador:
Jorge Martins, CEO Capgemini Portugal

Síntese:
Um dos primeiros painéis que assinalou o arranque desta iniciativa veio abordar a importância do Digital Single Market fazendo uma reflexão sobre os desafios e oportunidades para Portugal.

Os desafios da segurança e a importância da interoperabilidade foram os aspetos mais evidentes desta discussão que trouxe ainda uma reflexão sobre a necessidade de fazer crescer a presença de marcas portuguesas no meio digital, uma vez que de acordo com os dados revelados pela ACEPI apenas 30% das empresas nacionais tem uma presença efetiva na internet.

Apesar de Portugal estar bastante evoluído no domínio do eGoverment carece de uma ação mais ativa no que concerne ao meio empresarial. Torna-se essencial potenciar o know-how que o nosso país tem no domínio digital, agarrando um imenso mercado europeu e tirando partido da língua portuguesa para projetar negócios.

Uma discussão que levou ainda à reflexão sobre a importância de colocar as marcas europeias entre as marcas com maior presença na internet, com recurso a capital humano e um maior empenho na melhoria da nossa presença digital.

Terça-feira, 22 setembro 2015 – Auditório A – 14:00 – 15:00

Fórum Contratação e Fatura Eletrónica

André Silva – Responsável da Área de Comunicação Digital, CTT
Jorge Gonçalves – Diretor de Mercados Digitais, Indra Company
Jorge Macara – Head of International Business Development, VORTAL
Artur Mimoso – Vogal Executivo do Conselho de Administração dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, EPE (SPMS)

Moderador:
Nuno Milagres, Head of Marketing and Innovation, VORTAL

Síntese:
Este forum juntou dois temas relacionados com a desmaterialização dos processos de contratação e faturação.

1ª Parte – Faturação Eletrónica:

Na primeira parte André Silva apresentou os resultados do Estudo “Adopção da Factura Electrónica em Portugal” realizado novamente este ano. A ferramenta utilizada para as empresas participarem foi o viaCTT tendo obtido mais de 5000 respostas, um valor muito superior às edições anteriores do mesmo estudo.

Apesar de não existirem grandes diferenças entre os resultados de 2014 e 2015 há alguns factos de nota:

– a adopção do sistemas de faturação eletrónica pelos inquiridos é de 27%, o que representa um crescimento tímido que se deve sobretudo ao setor do retalho devido às imposições legais

– do tipo de soluções escolhidas a adopção de soluções de fatura eletrónica cloud está a crescersignificativamente, o que pode significar que as empresas estão a mudar de soluções

– em cada empresa existem até 3 pessoas dedicadas à emissão de faturas e até 3 pessoas dedicadas à recepção de faturas, isto apresenta um grande esforço que pode de facto ser minimizado

– em média as empresas inquiridas emitem 250 faturas por ano e o mesmo número para as faturas que recebem

– todos os inquiridos reconhecem as mais valias da implementação de um sistema de faturação eletrónica.

– existe algum desconhecimento sobre o enquadramento legal, a percepção de que os custos associados são elevados e a resistência à mudança são duas das barreiras identificadas.

Seguiram-se os comentários do Jorge Gonçalves que começa por referir que os dados apresentados não são uma fotografia fiel do que se assiste no mercado. Com 25 anos de experiência Jorge Gonçalves refere que já se recorre ao EDI antes de este formato ter validade legal (2004) sobretudo no retalho.

Talvez porque a amostra do estudo reflete mais a realidade das PME sendo que em Portugal as grandes empresas, sobretudo ligadas ao retalho e o sector automóvel, usam EDI há muito tempo até por causa da logistica/produção just-in-time. Estima-se que haja em Portugal, no sector B2B mais de 20 milhões de faturas eletrónicas por ano.Um dos documentos que também se desmaterializou com ainda mais expressão são as encomendas electrónicas que tanto no retalho como no sector automóvel e industrial é prática já enraizada e normal.Também o formato PDF acaba por trazer para os resultados deste estudo a área da B2C como são exemplos as faturas da electricidade, gás e telecomunicações.

Hoje em dia, os obstáculos financeiros não são razão para não se implementar a fatura eletrónica. A implementação de um projeto de troca de dados, envio, recepção, transformação de dados ronda os 0,25€ por fatura.

A implementação de uma solução defaturação electrónica exige o envolvimento dos decisores das empresas ao mais alto nível, CEO e CFO são essenciais para que o projeto tenha sucesso. A comunicação interna e externa com parceiros, clientes e fornecedores deve ser consistente e coerente para garantir uma transição e níveis de adopção elevados.

A gestão da mudança multiplica-se pelo número de clientes e fornecedores que temos como tal deve ser muito bem endereçada.

Nuno Milagres desafiou os presentes a (re)visitarem as suas opiniões sobre a faturação electrónica dado que é fácil perceber que o retorno do investimento é muito objectivo e rápido de atingir.Assinalando que futuros estudos do Forum Nacional da Fatura Eletrónica devem segmentar a realidade das PMEs e das Grandes Empresas por se encontrarem em níveis distintos de adopção.Cabe às empresas que implementam estas soluções prestar informações claras sobre este tema na perspectiva que estarão a contribuir para um aumento de competitividade das empresas num cenário de constrangimento de resultados e margens.

2ª Parte – Contratação Pública Eletrónica:

O processo de Contratação Pública é também um processo que parece complicado para as empresas no entanto a realidade demonstra que nesta área Portugal estamos de parabéns.

Somos uma referência a nível Europeu sendo esse reconhecimento referido e utilizado pela Comissão Europeia. Existe uma directiva comunitária que exige aos Estados Membros que a contratação seja eletrónica sendo que em Portugal levamos 7 anos de avanço.

O índice de contratação eletrónica em Portugal é de 77% que compara com 5% na Europa (dados do INCI)

Isto representa mais de 3400 entidades públicas a comprar, 30.000 empresas a vender. Estas empresas estão preparadas para esta realidade e quando as directivas forem transpostas em cada um dos Países Membros estarão mais preparadas para esta realidade podendo aceder a oportunidades de negócio antes distantes ou até inacessiveis.

5000 concursos públicos e mais de 100 mil ajustes diretos. Os ajustes diretos não são necessariamente processos pouco transparentes, neste formato as Entidades Adjudicantes podem convidar quantos fornecedores entenderem ou até abrir ao mercado.

Na VORTAL está implementado um Programa de Excelência nas Compras Públicas em parceria com a APMEP e Universidade Católica que distingue e recompensa as Entidades com mais ajustes diretos abertos ao mercado. Esta é uma missão de todos, conseguir que os ajustes diretos sejam cada vez mais.